Ao longo dos últimos anos, os produtos mínimos viáveis ​​ou MVPs (sigla em inglês para Minimum Viable Products) começaram a sofrer mutações. E eu não estou falando de pequenas mutações como as tartarugas ninjas, eu estou falando das bem grandes como o Godzilla mesmo. As novas ferramentas estão abrindo novas oportunidades para testar a sua ideia no mercado.

Os MVPs verdadeiros

O conceito de MVP decolou na indústria da tecnologia quando Steve Blank e Eric Reis começaram a falar sobre isso.

Quando você quer testar o mercado com um novo conceito de produto, você testa todas as idéias que parecem incríveis de forma rápida e com baixo custo antes de desenvolver um produto finalizado. Assim, você investe menos dinheiro e esforço criando um produto “teste” com várias idéias diferentes, a fim de ver se o seu público-alvo se interessa ou não por ele.

 

O objetivo de um MVP é vender um conceito para o mercado.

 

Se seu público não estiver interessado, você não sofre com a perda de tempo e investimento. Mas se ele se interessar pelo seu MVP, você tem sinal verde para investir mais tempo e dinheiro em construir uma versão mais substancial do produto.

Felizmente MVPs não precisam ser obrigatoriamente uma versão finalizadas do produto, já que a maioria das empresas não podem pagar por esse tipo de investimento toda vez que alguém surge com uma ideia.

Existem muitas formas de criar um MVP, aqui nós vamos falar de apenas 4. É claro que cada empresa escolhe o melhor jeito de se criar um MVP, mas iremos destacar os mais usados e eficientes.

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Tipos de MVPs

1. Wireframes
Wireframes são uma ótima opção de MVP, se você estiver com pouco tempo e dinheiro, você pode apresentar seu MVP para um público criativo ou de tecnologia. Esse tipo de apresentação precisa ser feita para pessoas que realmente conseguem visualizar a grandiosidade que o wireframe, um monte de linhas e quadrados preto em branco, possa se tornar. Agora, se você estiver apresentando para um grupo de clientes que não se enquadram nessa categoria, você pode investir em um MVP mais graficamente trabalhado.

2. Mockups
Layouts em JPG são mais fáceis de passar a ideia final se você estiver trabalhando para um público que não tem muita prática em visualizar mentalmente conceitos abstratos. Alguns layouts podem ficar tão reais no navegador, por exemplo, que você consegue passar o seu ponto de vista. Pense neles como um guia que te ajuda a fazer um passeio das funcionalidades e navegação. Para alguns, uma imagem vale mais do que mil wireframes.

3. Protótipos rápidos
Às vezes, as pessoas precisam ver algo que se mova e interaja com o mouse. Uma forma fácil de explicar de maneira clara de que o produto real funcionará dessa maneira, que apertando esse botão vai acontecer aquilo. Protótipos rápidos são ótimos para testar a experiência de navegação e tamanho dos elementos na tela. Ainda mais se o seu público for mais leigo no ambiente digital.

4. Versões “lite” do produto
Este tipo de MVP é o que se enquadra no MVP mutante que falamos no início do texto. Se você tiver tempo e dinheiro, você pode criar um MVP em pequena escala do que seria o seu produto final. Não vai ser uma obra-prima mas deve ser uma versão enxuta com algumas características-chave do que pode ser a base de um produto final.

Há alguns anos, eu trabalho para lapidar MVPs e deixá-los o mais parecido possível de um produto final em um prazo curto de tempo. E está sendo um sucesso.

Depois de testarmos o mercado com ele e perceber o que está funcionando e o que não está em uma versão “lite” criamos uma base sólida e um ponto de partida para aprimorarmos futuramente um aplicativo mobile, website ou e-commerce. Tive muita sorte de ter um pessoal incrível para testarmos todas estas possibilidades.

O que não são MVPs

Algumas pessoas se concentram só no “mínimo” que um MVP possa ser ao invés de focar no “viável”.

Devido a esta deturpação de conceito, para algumas pessoas, MVPs se tornaram sinônimo de representações de produtos mal feitos e preguiçosos.

Uma versão mal construída de um produto, não é um MVP. É um trem desgovernado, e não é nada inspirador.

Usar um MVP mal executado para testar o mercado, provavelmente, significa que você vai obter um feedback negativo do mercado, independentemente de quão impressionante o conceito da ideia possa ser.

O ponto principal de um MVP é vender o conceito para o mercado, e não assustar as pessoas. Por isso, selecione muito bem o tipo de MVP que você quer fazer, pense muito bem no seu público-alvo, só assim você pode colher informações mais precisas para futuramente evoluir o seu produto.

 

O ponto principal de um MVP é vender o conceito para o mercado, e não assustar as pessoas.

 

Por que você deve investir em MVPs?

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Um MVP quando executado corretamente são incríveis e poderosos. Ao invés de gastar tempo e dinheiro no desenvolvimento de um produto, lançar e só depois do lançamento descobrir que ninguém quer ou precisa da sua ideia, você pode criar um MVP bem feito e testar o mercado obtendo feedbacks sinceros do seu público. Deixando o foco pra concentrar os investimentos e o tempo nas funcionalidades que realmente o seu público se importa.

Basicamente, MVPs bem executados são uma ótima oportunidade, independentemente dos resultados do mercado. Se você errar, não perde tempo e desperdiça dinheiro, mas se você acertar, terá feedbacks para melhorar cada vez mais o seu produto.

Leia esse texto em inglês

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kadu